Geléias

A tentação de entrar era muito grande, por causa do cheiro de pão e a beleza dos potes de geléia, empilhados em pirâmides na vitrina e na parede à direita. A variedade era enorme: havia geléia de jasmim, de rosa branca, de messalina, de framboesa dourada, de pêra com amora, de amora com maçã, de morango silvestre, de champanhe, de merlot, de cerveja trapista, de damasco com pistache, de laranja com almíscar, de cereja azeda, de maçã com gengibre, de tâmaras ao rum, de pêra com anis, de caju com casca de laranja, de maracujá com caramelo, de abacaxi com açafrão (o pote no topo da pilha, absorvendo um único raio de sol num amarelo intenso), de ameixa preta com chocolate, de jaboticaba, de uva do monte, de groselha branca com vinho, de papaia verde, de nectarina, de cassabanana, e até mesmo de oroblanco.

A Alma da Festa; Alexandre Soares Silva

Mixtape: Magical Mystery

Há tempos (este post foi criado em Junho de 2012!) queria montar uma mixtape que tivesse uma atmosfera misteriosa, meio fantástica, com músicas capazes de nos levar pra dentro de uma história épica. Adoro elementos musicais que evocam tribos, guerras, jardins de um castelo. Espero que dê pra sentir tudo isso nessa coleção de canções!

Se quiser viajar sem sair dos fones de ouvido, você pode ouvir Magical Mystery no player do 8tracks ou fazer o download aqui.

Magical Mystery Front

  1. Bat For Lashes – Horse And I
  2. Patrick Wolf – Thickets
  3. Florence + the Machine – Breath Of Life
  4. Taylor Swift – Safe & Sound (feat The Civil Wars)
  5. First Aid Kit – The Lion’s Roar
  6. Angus & Julia Stone – Draw Your Swords
  7. Beirut – Postcards From Italy
  8. Feist – When I Was A Young Girl
  9. Radiohead – There There. (The Boney King of Nowhere.)
  10. Gotye – Smoke And Mirrors
  11. Dirty Projectors – Stillness Is the Move
  12. Björk – Oceania
  13. Arcade Fire – Sprawl II (Mountains Beyond Mountains)
  14. Kasabian – Secret Alphabets
  15. Woodkid – Iron

Paperman

Acho que todo mundo já deve ter visto, mas preciso guardar Paperman por aqui também! Este curta produzido pela Disney e indicado ao Oscar, conta a história de um jovem funcionário administrativo que se apaixona à primeira vista na plataforma do trem e, por acaso, tem uma segunda chance para encontrar a garota que roubou seu coração.

Paperman (1)

Adorei o filme por ter uma queda especial por encontros que são obra do acaso e porque sempre preferi desenhos animados com cara de desenho mesmo, que não tentem retratar um ser humano de verdade, fisicamente falando.

Paperman (2)

Paperman (3)

Além de disponibilizar o curta-metragem completo (aproximadamente 7 minutos), a Disney também compartilhou um trio de vídeos onde o diretor, John Kahrs, fala sobre os bastidores. O primeiro deles é sobre a ideia do roteiro,  um assunto que costumo pensar com frequência: a pequena conexão que criamos quando estamos no ônibus, no trem, em qualquer lugar repleto de pessoas desconhecidas. Você troca olhares com alguém e de repente aquele homem, aquela mulher, desaparecem para sempre. Nos restam as perguntas… O que será que ele faz da vida? Ela tem filhos? Eles são felizes? Poderíamos ser amigos? Encontrei meu par perfeito?

Há ainda um comentário  sobre o visual desejado e a técnica usada para criar Paperman, que mantém a criação dos desenhos a mão os deixando mais bonitos e realistas com a ajuda do mundo digital, sem precisar recorrer totalmente ao 3D.

Eis então, o belíssimo resultado final =)

Walt Disney Animation Studios: Paperman

Será que tudo virou comédia?

No último sábado fui ao cinema querendo assistir Django Unchained mas, pra nossa surpresa, a sessão da meia-noite estava esgotada. Ainda bem que uma das opções no mesmo horário era Silver Linings Playbook – filme do diretor David O. Russell (The Fighter), que está concorrendo a 8 categorias principais no Oscar deste ano, além de já ter recebido prêmios no Golden Globes e SAG Awards. Se estas premiações não tem significado algum pra você, Silver Linings Playbook tem 90% de aprovação do público no Rotten Tomatoes e nota 8,1 no IMDB.

Independente de todas essas informações, adorei o filme! Veja o trailer, que é bastante convidativo e nos mostra que apesar de lembrar um roteiro comum, o filme é diferente da maioria.

Só soube que a primeira categoria em que o filme se encaixa é comédia enquanto fazia pesquisas pra este post. No folhetinho do cinema, drama vinha primeiro. O próprio pôster tende mais à comédia do que ao drama, mas achei o filme equilibrado. Afinal, num roteiro que tem como base um personagem que agrediu pessoas devido ao seu comportamento bipolar e passou meses internado, não é exatamente engraçado.

Silver Linings Playbook (1)

Pat Solatano (Bradley Cooper) naturalmente gera risadas da platéia por não conseguir conter certos comentários e atitudes; a relação dele com o pai (De Niro) tem diálogos inspirados, que também ocorrem com Tiffany (Jennifer Lawrence). Acontece que as pessoas perdem um pouco o momento do humor. Em algumas cenas eu estava apreensiva, levemente tensa e de repente as pessoas começavam a rir. Sei que tem uma parcela de chatice minha aí, mas confesso que meu riso é fácil e não ri alto como boa parte do cinema fez em várias cenas. Silver Linings Playbook é feito de um humor discreto e rápido, daqueles que nos fazem sorrir e comentar algo com a nossa companhia.

Há pouco tempo presenciei semelhantes risadas inoportunas no cinema; infelizmente não lembro em qual filme. Temos visto tanto humor por aí, seja no teatro, na televisão ou em anúncios publicitários, tudo parece vir com uma dose de pequenas ou grandes gargalhadas. É possível ter um escape humorístico em quase tudo na vida, mas mesmo quando este humor é bem-vindo e tolerável, é preciso ter bom senso. Será que não somos mais capazes de assistir algo de forma séria, que nos faça refletir além de rir?

Talvez seja necessária a criação de uma nova categoria para acolher filmes como este, meus eternos preferidos, que tem o corpo constituído pelo drama e uma alma divertida.

♫ The Decemberists – This Is Why We Fight

Inspiração: Esmeralda

Desde 2000, o pessoal da Pantone pensa um pouco, analisa e escolhe uma cor pra representar o ano em questão. Pela tabela disponível na Wikipedia, dá pra ver que os tons preferidos são os de vermelho e verde. A Blue Turquoise de 2005 tem azul no nome, mas visualmente é verde, vai. A Blue Iris de 2008 tem azul no nome, mas é puxado pra um violeta. Cadê mais azul de verdade nessas escolhas, Pantone?!

A cor de 2013 é verde outra vez, mas tudo bem, é Esmeralda! Cor eternamente linda, uma das que mais gosto =)

Esmeralda (1)

E agora, uma pausa para essas lindas que ficam mais lindas de esmeralda! ♥

E não poderia faltar uma jóia nessa lista! Meu aniversário é só em Outubro, tem tempo pra economizar até lá! hahah

Esmeralda (13)

Ainda dá pra pintar as unhas de verde, o cabelo; usar um sapato esmeralda; ter vasinhos com trevos em casa (qualquer plantinha, na verdade) e mais milhões de ideias! É só escolher e deixar seu 2013 mais verdinho! =)

Dumb Ways To Die

Difícil escolher o que é mais legal: empresas que sabem investir em campanhas com design agradável e que vão direto ao ponto ou começar o ano aprendendo a não morrer burralmente.

A vida segue um certo padrão visual para entendermos placas, avisos e anúncios institucionais de empresas que prestam um serviço para todos os cidadãos, para as cidades funcionarem – como rodovias, aeroportos, linhas de ônibus e metrôs, etc.

A gente nem liga muito, só que é tão bom quando vemos que este tipo de arte teve sua criação de forma cuidadosa, pra ser gostosa de enxergar. A ideia de parar pra apreciar uma placa pode parecer estranha, mas dá gosto de ver e morar em cidades que querem ser bonitas com uma simples nova sinalização.

Daí no final de 2012, a empresa Metro Trains, responsável pelas linhas de metrôs de Melbourne, resolveu que era hora de lançar uma campanha falando da importância sobre a segurança nas plataformas. A criação é da agência McCann Melbourne e, segundo seu diretor executivo, John Mescall, a ideia era atingir um público que não quer saber de mensagens de segurança tradicionais. Dumb Ways To Die foi a solução pra enfiar esses avisos na cabeça das pessoas com um vídeo e uma música que grudam eternamente. Lembra um pouco o saudoso Happy Tree Friends – bichinhos fofos e finais com acidentes bastante bizarros.

Solução sensacional: depois de 2 semanas online, o vídeo já atingia a marca de 28 milhões de views, além de 85 paródias e um Tumblr com gifs. De fato ele merece todos esses confetes, olha que viciante!

Particularmente morro de medo de estar esperando o trem ou metrô chegar e ser empurrada nos trilhos por algum maluco ou bêbado ou sem noção da vida.

Como diz o ditado, beleza não põe mesa e isso não é suficiente pra evitar mortes (idiotas) nas plataformas dos metrôs de Melbourne, mas é um excelente começo. Só não vai colocar a música no iPod e sair cantando por aí e passar por um bueiro aberto ou o sinal de pedestres fechado!

Feliz Ano Novo!

Mesmo que seja só uma nova folhinha no calendário, impossível ignorar a troca dos dígitos finais de um ano e não atribuir à ela um peso enorme. A vontade de passar mais 365 dias ao lado de quem a gente gosta muito e muito, a esperança de que tempos melhores virão com novas ideias, novos projetos. Até sinto meu relógio biológico (se existir tal engrenagem) diferente nessa época.

E nada mais bonito do que fogos de artifício pra comemorar a chegada de um novo ano! Deixo então este vídeo maravilhoso: a montagem sensacional de imagens apaixonadas com o brilho dos fogos que é a sequência de créditos do filme Blue Valentine. A trilha linda é da banda Grizzly Bear, que eu já conhecia mas só esses dias fui ouvir um álbum deles (Shields) e desde então tem tocado bastante nos meus fones de ouvido.

Dê muitos beijos e abraços apertados nas pessoas mais queridas e, se elas não estiverem por perto, pense nelas com carinho e elas com certeza sentirão esse sentimento gostoso à distância. E faça isso o ano inteiro!

Que 2013 seja ótimo pra todos nós =)